- Batuque: Dança de origem africana, caracterizada por requebros,
palmas e sapateados, acompanhados ou não de canto. Por extensão, nome
de certos ritmos marcados por forte percussão.
- Be Bop: É um tipo de Jazz sofisticado. Anos 40.
- Bolero: Um dos avós do Mambo, Chá Chá Chá e Salsa, nasceu na
Inglaterra passando pela França e Espanha com nomes variados(dança e
contradança). Mais tarde um bailarino espanhol, Sebastian Cerezo, fez
uma variação baseadas nas Seguidillas, bailados de ciganas, cujos vestidos
eram ornados com pequenas bolas(as boleras).Cantores mais famosos: Agustin
Lara, Bienvenido Granda, Lucho Gatica, Gregório Barros, Pedro Vargas,
Consuelo Velasquez, Armando Mazanera, Trio Irakitã e recentemente Luis
Miguel.
- Bossa Nova: Movimento renovador da música popular brasileira,
surgido no Rio de Janeiro, na década de 1950. Caracterizou-se por harmonias
elaboradas e letras coloquiais.
- Calypso: Nasceu no carnaval de Trinidad e Tobago. Tinha no
seu início um clima de "duelo" político.Cantores mais famosos:
Harry Belafonte
- Carimbó: Música folclórica da Ilha de Marajó desde o século
XIX.Cantores mais famosos: Verequete, Pinduca, Milton Yamada.
- Chá Chá Chá: Dança derivada do Danzon cubano, que se seguiu
ao Mambo. O nome foi tirado do barulho feito pelos dançarinos nas pistas
de dança. Popularizou-se no mundo com as formações das Big Bands, onde
havia claro predomínio de instrumentos de sopro.Cantores mais famosos:
Orquestra Aragón e Fajardo y sus Estellas.
- Dance Music: Nasceu na Alemanha, na metade dos anos 70, por
um dos homens fortes de Donna Summer. Hoje quem mais fatura com a Dance
Music são os japoneses
- Descarga: Foi a mãe da salsa. Surgiu com a união de diversos
músicos tocando o que queriam, em grandes shows. Fusão entre a música
latina, rigidamente estruturada e o improviso do Jazz.
- El Son: Antiga forma musical popular em Cuba.
- Forró: Designação popular dos bailes freqüentados e promovidos
por migrantes nordestinos nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
Teve origem nas festas oferecidas pelos ingleses aos empregados que
construíam estrada de ferro.
- Habanera: Gênero de música e dança cubana, em compasso binário,
que influenciou o Tango, o Maxixe e a música popular de quase todos
os países hispano-americanos. Popular no século XIX, foi utilizada por
grandes compositores, como Bizet, Albéniz e Ravel.
- Jive: Uma mistura de Rock com Boogie Woogie americanos.
- Lambada: Nasceu da adaptação do Caribó eletrificado ao Merengue
em 1976, Belém do Pará.Cantores mais famosos: Beto Barbosa, Márcia Ferreira,
Manezinho do Sax, Grupo Kaoma.
- Lundum: Conhecido também como Lundu, Landu ou Londu. Dança
e canto de origem africana, baseados em sapateados, movimentos acentuados
de quadris e umbigadas. Trazidos para o Brasil(Pará) por escravos Bantos
no século XVIII. Nessa mesma época os escravos praticam-no no Rio de
Janeiro, onde constituiu uma das origens do Samba e da Chula.Cantores
mais famosos: grupos folclóricos.
- Mambo: Nasceu em Cuba e virou uma salada musical. Tem como
antepassados os ritmos afro-cubanos derivados de cultos religiosos no
Congo. Seu nome vem da gíria usada pelos músicos negros("Estás
Mambo"-tudo bem com você?-) que tocavam El Son nas charangas(bandas
locais cubanas). Perez Prado adicionou metais nas charangas e foi de
fato o primeiro a rolular essa nova versão de El Son de Mambo. Invadiu
os E.U.A. nos anos 50.Cantores mais famosos: Prez Prado, Xavier Cugat,Tito
Puente e Beny Moré.
- Merengue: RItmo veloz e malicioso, nascido na República Domenicana,
tem o seu nome derivado do jeito que os domenicanos chamavam os invasores
franceses no século XVII(merenque).Cantores mais famosos: Juan Luis
Guerra e Walfrido Vargas.
- Milonga: Popular das zonas próximas ao estuário do rio da Prata,
interpretada com acompanhamento de violão.
- Pagode: Variação do samba que apresenta características do
choro, tem estilo romântico e andamento fácil para dançar. Obteve grande
sucesso comercial no início da década de 1990.
- Pasodoble: Nasceu há três séculos, na Espanha, junto com as
touradas. Tem o mesmo ritmo quente e apaixonante desse espetáculo.
- Polca: Dança e música originária da Boêmia, popular em meados
do século XIX nos salões europeus. Caracteriza-se pelo movimento rápido,
em compasso binário e andamento alegreto.
- Quick Step: RItmo americano que como o próprio nome diz, é
rápida e cheia de pulinhos.
- Reggae: Estilo musical que uniu os ritmos caribenhos com o
Jazz e o Rhythm and Blues. Símbolo dos movimentos político-sociais jamaicanos
nas décadas de 1960 e 1970. Seus principais intérpretes são Bob Marley,
Peter Tosh e Jimmy Cliff.
- Rock And Roll: ou simplesmente Rock, é o estilo musical que
surgiu nos Estados Unidos em meados da década de 1950 e, por evolução
e assimilação de outros estilos, tornou-se a forma dominante de música
popular em todo o mundo. Os elementos mais característicos do estilo
são as bandas compostas de um ou mais vocalistas, baixo e guitarras
elétricas muito amplificadas, e bateria. Também podem ser usados teclados
elétricos e eletrônicos, sintetizadores e instrumentos de sopro e percussão
diversos.
Do ponto de vista musical, o Rock surgiu da fusão da música Country,
inspirada nas baladas da população branca e pobre do Kentucky e de outras
regiões rurais do centro dos Estados Unidos, de estilo épico e narrativo;
e do Rhythm and Blues, por sua vez uma fusão dos primitivos cantos de
trabalho negros e do Jazz instrumental urbano. Inicialmente de música
muito simples, era um estilo de forte ritmo dançante. Entre os primeiros
cantores e compositores, quase todos negros, destacaram-se Chuck Berry,
Little Richards e Bill Halley, este líder de uma banda conhecida no
Brasil com o nome de Bill Haley e seus Cometas, que gravou a pioneira
Rock Around the Clock. As letras das canções da época referiam-se, de
forma inculta e irreverente, a temas comuns ao universo dos jovens,
como amor, sexo, crises da adolescência e automóveis. Utilizavam percussivamente
o som das palavras e também sílabas soltas e onomatopaicas, como be-bop-a-lula,
que deu nome a uma canção.
Elvis Presley foi o primeiro grande astro do Rock e da emergente indústria
fonográfica. Apoiadas sobretudo no sucesso do gênero, as gravadoras
americanas transformaram-se em impérios financeiros e, em sua intenção
de tornar o rock atraente a uma maior audiência, promoveram transformações
que descaracterizaram a vitalidade inicial do movimento. No início da
década de 1960, no entanto, o Rock inglês explodiu com uma carga de
energia equivalente à dos primeiros músicos americanos do estilo e seu
sucesso logo conquistou o público jovem americano. Destacaram-se no
período The Beatles, banda inglesa cuja música foi influenciada diretamente
pelos primeiros compositores do Rock. Tipicamente agressiva era a postura
dos Rolling Stones, a mais duradoura das bandas da época, ainda em atividade
na década de 1990. A sonoridade das palavras voltou eventualmente a
ser mais importante que o sentido, na tentativa de descrever experiências
com o uso de alucinógenos. Na América, Bob Dylan tornou-se conhecido
com o Folk Rock, que unia os ritmos do Rock às baladas tradicionais
da música Country. Sua música encerrava uma mensagem política em linguagem
poética.
Progressivamente, as letras das canções passaram a abordar os mais variados
assuntos, em tom ora filosófico e contemplativo, ora ácido e mordaz.
A música passou também por um processo de maior elaboração e surgiram
os solistas de grande virtuosismo, sobretudo guitarristas, e arranjos
com longas partes instrumentais de complexa orquestração. A cantora
Janis Joplin, o guitarrista Jimi Hendrix e o cantor Jim Morrison, do
The Doors, representam um período de fértil experimentação musical do
estilo.
Na década de 1970, surgiram inúmeros subgêneros, como o Rock progressivo
do Pink Floyd, basicamente instrumental e conectado com a música erudita;
o Technopop do Alan Parsons Project, que explorava o sintetizador e
as técnicas de estúdio; o Art Rock, ligado ao artista pop Andy Warhol
e aos músicos John Cale e Lou Reed; o Heavy Metal do Kiss e do Van Halen
e o Punk Rock do Sex Pistols, surgido no movimento punk, que levou a
extremos a intensidade sonora dos instrumentos e a agressividade das
letras e atitudes; o glitter de Alice Cooper e David Bowie, que acentuou
o lado andrógino dos cantores, com figurinos exóticos e pesada maquiagem;
e o Pop Rock, fusão do estilo a gêneros mais comerciais, com larga utilização
de instrumentos eletrônicos.
- Rumba: O embalo sensual da Rumba nasceu como dança da fertilidade
em que os passos dos bailarinos imitavam a corte dos pássaros e animais
antes do acasalamento. Durante a dança, há sempre um elemento de insinuação
e fuga.
- Salsa: Ritmo musical desenvolvido a partir da segunda metade
do século XX com contribuições da música caribenha e de danças folclóricas
dessa região, como a Conga e o Mambo. Em seu acompanhamento predominam
os instrumentos de percussão.
- Samba: dança popular e gênero musical derivado de ritmos e
melodias de raízes africanas, como o Lundu e o Batuque. A coreografia
é acompanhada de música em compasso binário e ritmo sincopado. Tradicionalmente,
é tocado por cordas (cavaquinho e vários tipos de violão) e variados
instrumentos de percussão. Por influência das orquestras americanas
em voga a partir da segunda guerra mundial, passaram a ser utilizados
também instrumentos como trombones e trompetes, e, por influência do
Choro, flauta e clarineta. Apesar de mais conhecido atualmente como
expressão musical urbana carioca, o samba existe em todo o Brasil sob
a forma de diversos ritmos e danças populares regionais que se originaram
do Batuque. Manifesta-se especialmente no Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro,
São Paulo e Minas Gerais.
Como gênero musical urbano, o Samba nasceu e desenvolveu-se no Rio de
Janeiro nas primeiras décadas do século XX. Em sua origem uma forma
de dança, acompanhada de pequenas frases melódicas e refrões de criação
anônima, foi divulgado pelos negros que migraram da Bahia na segunda
metade do século XIX e instalaram-se nos bairros cariocas da Saúde e
da Gamboa. A dança incorporou outros gêneros cultivados na cidade, como
Polca, Maxixe, Lundu, Xote etc., e originou o samba carioca urbano e
carnavalesco. Surgiu nessa época o Partido Alto, expressão coloquial
que designava alta qualidade e conhecimento especial, cultivado apenas
por antigos conhecedores das formas antigas do samba.
Em 1917 foi gravado em disco o primeiro Samba, Pelo telefone, de autoria
reivindicada por Donga (Ernesto dos Santos). A propriedade musical gerou
brigas e disputas, pois habitualmente a composição se fazia por um processo
coletivo e anônimo. Pelo telefone, por exemplo, teria sido criado numa
roda de partido alto, da qual participavam também Mauro de Almeida,
Sinhô e outros. A comercialização fez com que um samba passasse a pertencer
a quem o registrasse primeiro. O novo ritmo firmou-se no mercado fonográfico
e, a partir da inauguração do rádio em 1922, chegou às casas da classe
média.
Os grandes compositores do período inicial foram Sinhô (José Barbosa
da Silva), Caninha (José Luís Morais), Pixinguinha (Alfredo da Rocha
Viana) e João da Baiana (João Machado Guedes). Variações surgiram no
final da década de 1920 e começo da década de 1930: o Samba-Enredo,
criado sobre um tema histórico ou outro previamente escolhido pelos
dirigentes da escola para servir de enredo ao desfile no carnaval; o
Samba-Choro, de maior complexidade melódica e harmônica, derivado do
choro instrumental; e o Samba-Canção, de melodia elaborada, temática
sentimental e andamento lento, que teve como primeiro grande sucesso
Ai, ioiô, de Henrique Vogeler, Marques Porto e Luís Peixoto, gravado
em 1929 pela cantora Araci Cortes.
Também nessa fase nasceu o samba dos blocos carnavalescos dos bairros
do Estácio e Osvaldo Cruz, e dos morros da Mangueira, Salgueiro e São
Carlos, com inovações rítmicas que ainda perduram. Nessa transição,
ligada ao surgimento das escolas de samba, destacaram-se os compositores
Ismael Silva, Nilton Bastos, Cartola (Angenor de Oliveira) e Heitor
dos Prazeres. Em 1933, este último lançou o samba Eu choro e o termo
"breque" (do inglês break, então popularizado com referência
ao freio instantâneo dos novos automóveis), que designava uma parada
brusca durante a música para que o cantor fizesse uma intervenção falada.
O Samba-de-Breque atingiu toda sua força cômica nas interpretações de
Moreira da Silva, cantor ainda ativo na década de 1990, que imortalizou
a figura maliciosa do sambista malandro.
O Samba-Canção, também conhecido como samba de meio do ano, conheceu
o apogeu nas décadas de 1930 e 1940. Seus mais famosos compositores
foram Noel Rosa, Ari Barroso, Lamartine Babo, Braguinha (João de Barro)
e Ataulfo Alves. Aquarela do Brasil, de Ari Barroso, gravada por Francisco
Alves em 1939, foi o primeiro sucesso do gênero Samba-Exaltação, de
melodia extensa e versos patrióticos.
A partir de meados da década de 1940 e ao longo da década de 1950, o
samba sofreu nova influência de ritmos latinos e americanos: surgiu
o Samba de Gafieira, mais propriamente uma forma de tocar -- geralmente
instrumental, influenciada pelas orquestras americanas, adequada para
danças aos pares praticadas em salões públicos, gafieiras e cabarés
-- do que um novo gênero. Em meados da década de 1950, os músicos dessas
orquestras profissionais incorporaram elementos da música americana
e criaram o Sambalanço. O partido alto ressurgiu entre os compositores
das escolas de samba dos morros cariocas, já não mais ligado à dança,
mas sob a forma de improvisações cantadas feitas individualmente, alternadas
com estribilhos conhecidos cantados pela assistência. Destacaram-se
os compositores João de Barro, Dorival Caymmi, Lúcio Alves, Ataulfo
Alves, Herivelto Martins, Wilson Batista e Geraldo Pereira.
Com a Bossa Nova, que surgiu no final da década de 1950, o samba afastou-se
ainda mais de suas raízes populares. A influência do Jazz aprofundou-se
e foram incorporadas técnicas musicais eruditas. O movimento, que nasceu
na zona sul do Rio de Janeiro, modificou a acentuação rítmica original
e inaugurou um estilo diferente de cantar, intimista e suave. A partir
de um festival no Carnegie Hall de Nova York, em 1962, a bossa nova
alcançou sucesso mundial. O retorno à batida tradicional do samba ocorreu
no final da década de 1960 e ao longo da década de 1970 e foi brilhantemente
defendido por Chico Buarque de Holanda, Billy Blanco e Paulinho da Viola
e pelos veteranos Zé Kéti, Cartola, Nelson Cavaquinho, Candeia e Martinho
da Vila.
Na década de 1980, o Samba consolidou sua posição no mercado fonográfico
e compositores urbanos da nova geração ousaram novas combinações, como
o paulista Itamar Assunção, que incorporou a batida do Samba ao Funk
e ao Reggae em seu trabalho de cunho experimental. O Pagode, que apresenta
características do Choro e um andamento de fácil execução para os dançarinos,
encheu os salões e tornou-se um fenômeno comercial na década de 1990.
- Soca: Nasceu no carnaval de Trinidad e Tobago. É uma abreviação
de soul-cum-calypso.
- Tango: surgido como criação anônima dos bairros pobres e marginais
de Buenos Aires, o tango argentino tradicional tornou-se mundialmente
famoso na voz de Carlos Gardel e, adaptado a uma estética moderna, com
as composições instrumentais de Astor Piazzolla.
Tango é uma música de dança popular que nasceu em Buenos Aires, capital
da Argentina, no final do século XIX. Evoluiu a partir do candombe africano,
do qual herdou o ritmo; da Milonga, que inspirou-lhe a coreografia;
e da Habanera, cuja linha melódica assimilou. Chamado pelos argentinos
de "música urbana", tem a peculiaridade de apresentar letras
na gíria típica de Buenos Aires, o lunfardo.
Os primeiros Tangos, ainda próximos à Milonga, eram animados e alegres.
O primeiro cantor profissional de tango, também compositor, foi Arturo
de Nava. A partir da década de 1920, tanto a música como a letra assumiram
tom acentuadamente melancólico, tendo como principais temas os tropeços
da vida e os desenganos amorosos. A temática é freqüentemente ligada
à vida boêmia, com menção ao vinho, aos amores proibidos e às corridas
de cavalos. As orquestras compunham-se inicialmente de bandolim, bandurra
e violões. Com a incorporação do acordeão, a que seguiram a flauta e
o bandoneom, o tango assumiu sua expressão definitiva.
Dos subúrbios chegou ao centro de Buenos Aires, por volta de 1900. As
primeiras composições assinadas surgiram na década de 1910, no período
conhecido como da Guardia Vieja (Velha Guarda). A partir daí, conquistou
grande popularidade na Europa, com o impulso da indústria fonográfica
americana. Os tradicionalistas incriminam a predominância da letra,
a partir da década de 1920, como responsável pela adulteração do caráter
original do tango. A voz do cantor modificou o ritmo, que já não comportava
o mesmo modo de dançar. As figuras mais importantes da Guardia Nueva
(Nova Guarda) foram o cantor Carlos Gardel -- cuja voz e personalidade,
aliadas à morte trágica num acidente de avião, ajudaram a transformar
em mito argentino -- e o compositor Enrique Santos Discepolo. Ao mesmo
tempo, compositores europeus, como Stravinski e Milhaud, utilizavam
elementos do tango em suas obras sinfônicas.
Embora continuasse a ser ouvido e cultuado na Argentina conforme a feição
que lhe foi dada por Gardel, o tango começou a sofrer tentativas de
renovação. Entre os representantes dessa tendência, figuram Mariano
Mores e Aníbal Troilo e, sobretudo, Astor Piazzolla, que rompeu decididamente
com os moldes clássicos do tango, dando-lhe tratamentos harmônicos e
rítmicos modernos.
O Tango -- como o Samba, no Brasil -- tornou-se símbolo nacional com
forte apelo turístico. Casas de tango e o culto aos nomes famosos de
Gardel e Juan de Dios Filiberto perpetuam o gênero. Ao contrário do
samba, no entanto, a criação artística do tango sofreu forte declínio
a partir da década de 1950.
Dança. Por sua forte sensualidade, o tango foi, a princípio, considerado
impróprio a ambientes familiares. O ritmo herdou algumas características
de outras danças de casais, como as corridas e quebradas da habanera,
mas aproximou mais o par e acrescentou grande variedade de passos. Os
dançarinos mais exímios compraziam-se em combiná-los e inventar outros,
numa demonstração de criatividade. Fora dos ambientes populares e dos
prostíbulos, onde imperava nos subúrbios, o tango perdeu um pouco da
lendária habilidade dos bailarinos. Admitido nos salões, abdicou das
coreografias mais extravagantes e evitou posturas sugestivas de uma
intimidade considerada indecente, numa adaptação ao novo ambiente.
- Valsa: Dança de salão derivada do Ländler, popular na Áustria,
Baviera e Boêmia. Caracteriza-se pelo compasso ternário da música, pelos
passos em que os pés deslizam pelo chão e pelos giros dos pares. Surgiu
entre 1770 e 1780
- Xote: Tipo de dança de salão de origem alemã, popular no Nordeste
do Brasil, executada ao som de sanfonas nos bailes populares. Trazida
ao Brasil em 1851 pelo professor de dança José Maria Toussaint, com
o nome original de schottische. Também chamada Xótis
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